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                       RONALD MELLO

Formado pelo Instituto Brasileiro de Podologia no Rio de Janeiro e com vários cursos de especializações como:

  • Podologia esportiva
  • Podologia infantil
  • Podologia geriátrica
  • Pés de gestantes
  • Pés de diabéticos
  • Pés de hansenianos
  • Pés de renais crônicos

 

Também é formado em outros cursos da área da saúde como:

  • Técnico em radiologia
  • Técnico em instrumentação cirúrgica
  • Técnico em imobilização ortopédica 
  • Técnico em massoterapia.

 

O VALOR "POPULAR" COBRADO POR SEUS ATENDIMENTOS POSSIBILITA QUE AS PESSOAS DE TODAS AS CLASSES SOCIAIS TENHAM ACESSO E DESFRUTEM DOS BENEFÍCIOS DA PODOLOGIA !

 

 



 

TRATAMENTOS PODOLÓGICOS:

 
*CALOS                                                                 *CALOSIDADES                                    

*MICOSES                                                             *VERRUGA PLANTAR                            

*UNHA ENCRAVADA SIMPLES                              *UNHA ENCRAVADA COM INFECÇÃO   

*PODOLOGIA ESPORTIVA                                    *PÉS DE RENAIS CRÔNICOS

*PODOLOGIA INFANTIL                                       *PODOLOGIA GERIÁTRICA

*PÉS DE GESTANTES                                            *PÉS DE DIABÉTICOS

*PÉS DE HANSENÍANOS                                       

*TRATAMENTO CORRETIVO DA CURVATURA DA  UNHA                                                                                              



 BENEFÍCIOS DA PODOLOGIA

Os pés, por serem a base de sustentação do corpo humano e estarem diretamente ligados ao cérebro e ao coração, podem sofrer diversos problemas. Apesar de serem poucos notados, estes problemas podem fazer muito mal à saúde, e muitas vezes algo que parece apenas um defeito estético pode tornar-se uma doença grave.

É o caso das unhas encravadas, por exemplo, que são muito frequentes mas, se não tratadas com a devida atenção, podem levar à amputação do dedo de um diabético. Uma simples ferida em algum dos dedos também pode acabar tornando-se uma grande infecção. Por isso, é essencial recorrer à Podologia. Além disso, pés saudáveis e bem cuidados são muito mais bonitos, e todos merecem poder usar um calçado aberto sem qualquer constrangimento.

Caso você tenha mais dúvidas ou qualquer complicação nos pés, procure um PodólogoLembre-se: proteção nem sempre é sinônimo de saúde e isso está comprovado, pois o uso constante de calçados fechados não evita o surgimento de problemas e pode até piorar alguns casos.

 



 

UNHA ENCRAVADA 


Onicocriptose é o nome científico que se dá a unha encravada: é a penetração de espícula (pedaço de unha) na lateral do dedo, quase sempre seguido de inflamação, granuloma piogênico (carne esponjosa) que é a proliferação de vasos sanguíneos formando uma lesão tumoral secundária, de cor avermelhada ou arroxeada, úmida, de consistência mole e que sangra facilmente, depois de um traumatismo ,ou seja, é uma defesa do organismo.

 A unha encravada Causa dor, dificuldade de calçar, odor fétido e constrangimento social (vergonha), sem contar que é uma porta aberta para a entrada de fungos, podendo causar as temidas onicomicoses (micoses de unha). 

 Existem casos que é necessário até mesmo uma intervenção cirúrgica (cantoplastia). Mas nós Podólogos conseguimos solucionar o problema em 99% dos casos e eliminando assim a necessidade de cirúrgia. 

 



 

CALOS E CALOSIDADES

    

 São lesões provocadas por uma pressão ou atrito sobre um ponto da pele que leva ao espessamento da camada da pele, que se acumula na intenção de proteger a região secionada. Existem vários tipos que variam de tamanho, localização, consistência e forma.

 As calosidades ou hiperqueratoses diferem dos calos por serem mais extensas.São consequências das constantes agressões de determinados calçados ou má disposição óssea .

 O calo é uma resposta do sistema imunológico lançando um espessamento da pele na região de atrito, para que não haja comprometimento ósseo ou lesões mais graves. À medida que essas agressões se tornam frequentes, surgem pequenos núcleos que penetram pele adentro atingindo a camada nervosa provocando dores lancinantes.

 Ao contrário de que se fala, o calo não possui raiz, pois seu espessamento se dá de fora para dentro.

 

TIPOS DE CALOS:

 Calo duro: Muito freqüente no dorso dos dedos devido a deformações como dedo em martelo ou em garra, uso de calçado apertado, de salto alto e bico fino. Em alguns casos também surgem em áreas de maior atrito como na polpa digital.

Calo interdigital: forma-se nos espaços interdigitais, ocasionado pelo aumento da epífise da falange (osso) do dedo que gera um atrito. Devido o excesso de transpiração a pele se macera e pode formar um calo mole.

Situa-se entre os dedos e são geralmente provocados pelo atrito das articulações de um dedo contra o outro, dando origem assim aos calos gêmeos ou espelhados, pois, se dispõe um de frente.

Calo plantar: Como o próprio nome diz, se localizam na planta do pé em osso com má disposição ortopédica. Projetados contra o solo duro, ou de sapatos antianatômicos como o de salto alto e bico fino, sobrecarregando assim a região do antepé, onde os calos são mais freqüentes dando origem as metatarsalgias.

 Na região do calcanhar os calos são menos freqüentes exceto se oriundos de esporão de calcâneo ou outras patologias.

 A região medial do arco raramente é acometida por calos ou calosidades, salvo pé chato, cujo arco se apóia totalmente no solo. As principais causas que desencadeiam essas deformidades são: salto alto, bico fino, vícios de postura, deformações ósseas, obesidades e outras como o próprio nome diz, se localizam na planta do pé em osso com má disposição ortopédica.

Calo neuro-vascular: Forma em geral na planta do pé, possui pequenos vasos sanguíneos e ramos nervosos entremeados na massa de queratina e fazem com que esse tipo de calo seja muito dolorido.

Calo dorsal: É produzindo pela pele que fica sobre as articulações, para protegê-la contra o atrito com os ossos causado pela pressão de calçados de forma e tamanhos inadequados. Ao contrario dos demais calos este não se forma pelo espessamento da camada córnea, mas sim da camada basal (a mais profunda camada da epiderme).  

 Caracteriza-se por um pequeno coxim (almofada) de tecido fibroso e adiposo, que se desenvolve sobre as articulações interfalangianas, protegendo as epífises ósseas contra os calçados. Por isso seu aspecto clinico se torna irreversível mesmo após o tratamento. 

Calo miliar: Formam-se na região plantar devido ao espessamento da camada córnea, aparecem múltiplos calos pequenos com núcleo.

Calo periungueal: Localiza-se nas bordas ungueais (ou seja, nos os cantinhos das unhas).

 



 

DIABÉTICO, CUIDE BEM DE SEUS PÉS E EVITE AMPUTAÇÕES !!!

  

Quando o assunto é saúde também é necessário lembrar dos diabéticos, que devem ter cuidados especiais com os pés, pois são mais vulneráveis a infecções.

 O diabético, muitas vezes, acaba desenvolvendo três principais problemas que são: aneuropatia periférica, que é a perda gradual da sensibilidade dolorosa e térmica dos pés; a angiopatia, que a diminuição da circulação sanguínea nos vasos devido ao seu estreitamento ou obstrução.

Quando sofremos algum ferimento nos pés é através da circulação sanguínea que são levados nutrientes e oxigênio a região lesionada para que seja promovida a cicatrização, mas quando a circulação do pé está comprometida, consequentemente a cicatrização será mais lenta. Com isso poderá ocorrer uma infecção que dependendo do seu grau pode levar até mesmo a uma amputação do membro.

E por último é ainfecção, pois o portador de diabetes, é mais vulnerável a infecções nos pés. Esses três fatores: a neuropatia, a angiopatia e a infecção, constituem a tríade mais frequente do pé diabético. “O meu papel como Podólogo é evitar que algum problema se instale nos pés do cliente diabético”.

Alguns dos procedimentos feitos pelo Podólogo nos pés dos diabéticos são: o corte técnico das unhas, remoção de calos e calosidades, desencravo das unhas e tratamento para que elas não voltem a encravar, além de fazer uma hidratação nos pés. Ainda ensino a fazer uma hidratação correta em casa, pois os pés das pessoas diabéticas devem estar sempre bem hidratados.

 

OS DIABÉTICOS DEVEM MANTER UM TRATAMENTO MENSAL COM O PODÓLOGO.

 




 PODOLOGIA ESPORTIVA

Em busca de proporcionar saúde e bem estar para os pés, a Podologia Esportiva visa aliviar os atritos ocorridos durante os treinos e competições dos atletas. A atividade esportiva pode colocar em risco os pés durante suas atividades e com isso o podólogo pode acompanhar e evitar essas possíveis lesões, pois os pés são ferramentas indispensáveis para qualquer prática desportiva.

Os pés são de vital importância não somente para o corpo humano, mas também para os atletas, os pés são à base do corpo, nos dá sustentação, equilíbrio, locomoção e sustentam o peso do corpo estando sujeitos a desgastes e tensões. Quando sadios, são capazes de suportar várias marchas num período de um dia, saltos, dores ou até mesmo desconfortos e quando descansados voltam ao normal no dia seguinte suportando a mesma quantidade de impactos já sofridos anteriormente.

Quando devemos procurar um  Médico ou Podólogo?
Os casos de contusões ou luxações, devemos procurar um Médico Ortopedista. E ao sinal de unha encravada, calos, calosidades, calcanhar rachado procura-se um Podólogo. O importante é ter um tratamento direcionado.

Nossos pés aguentam esforços, corridas, horas em pé, sapatos fechados, quais os problemas que isso pode ocasionar?
As atividades diárias que levamos no decorrer dos dias, são fatores que podem e muito agredir a saúde dos pés. Uma atividade física feita com os pés descalça ou sem tênis adequado assim como também um calçado que serviria para proteger os pés podem se tornar em patologias nas unhas, estruturas ósseas e musculares. Outro agravante são lesões mal curadas que se não forem tratadas corretamente pode ocasionar em outra patologia muito pior.

Prevenindo os problemas nos pés:
A maioria das lesões podem ser evitadas com a correta prevenção do podólogo;

A escolha de um calçado adequado é muito importante para a prática desportiva;

Ao adquirir um calçado, ficar atento ao tipo de solo ao qual irá ser utilizado;

Evitar o uso de calçados folgados demais, pois pode causar atrito com a pele ou apertado demais.

Quando for comprar um calçado, ir sempre no final da tarde pois são quando os pés estão mais inchados evitando assim de comprar sapatos de número menor.

 



 

 PODOPEDIATRIA (Pés de Bebês e Crianças)

No ventre materno o feto começa definir bem seus pezinhos na sexta semana de vida e antes mesmo de nascer, já começa a usá-los, dando leves pontapés na barriga da mamãe. Ao nascer, seus pés ainda estão longe de sua estrutura normal devido à herança embrionária pela posição fetal, suas perninhas se encontram com certa deformidade pelo tempo gestacional, só estabelecendo sua forma estrutural ao final dos três primeiros anos. É de extrema importância que neste período os pais sejam criteriosos na escolha dos sapatinhos, pois estes podem definir erroneamente o formato dos pés.

Os pequeninos não têm necessidade do uso de calçados até que comecem a caminhar. Até os nove meses os bebês devem usar somente meias de algodão e macacões com folgas e tecido elástico, para que não prenda seus movimentos, causando-lhes desconforto e encravamento das unhas que ainda não se encontram em formação definitiva. Sapatinhos somente de tecido com solado flexível para que tenham liberdade de movimento.

Devemos estimular o bebê a engatinhar e não obrigá-lo a caminhar antes do seu tempo, deixe que ele próprio tenha iniciativa e que o relógio biológico da natureza siga seu curso. Caminhar requer preparação física e emocional. A criança só começará a dominar seus passos quando estiver seguro e fortalecido estruturalmente.

Observar o crescimento dos pés é importante para que os sapatinhos não os apertem. Estes devem ser sempre macios e com solado flexível para que a estrutura óssea fique sempre bem acomodada, sem deixá-los demasiado frouxos ou apertados dentro do calçado, para que não rompam as tenras articulações e ligamentos nos entorses freqüentes.

A maioria das alterações notável nos três primeiros anos de vida da criança é natural, devendo desaparecer após este período. Se os pezinhos são voltados para dentro ou para fora e a criança cai com freqüência, os pais deverão procurar ajuda médica.

É preciso ter em conta que os pés das crianças crescem muito depressa. O calçado deve adaptar-se às necessidades da criança e não ser apenas uma mera imitação dos calçados dos adultos. Deve-se evitar o repasse de calçados, muito comum usar o calçado de parentes, podendo adquirir alterações e ou deformidades de quem os utilizou.

Andar descalço em terrenos irregulares estimula a musculatura da formação dos arcos plantares.

Quanto ao corte deve-se ser reto, jamais corte as laterais arredondando-as.

Orientar a criança desde cedo previne doenças e garante a saúde e o bem estar do adulto, além de muitos anos a mais de boas caminhadas.

 



 

HIDRATAÇÃO DOS PÉS

 Diariamente nossos pés sofrem influência do meio externo, seja pelo atrito e a pressão constante dos calçados ou pelas diferenças de temperatura e umidade do ar. Isso causa o ressecamento e ainda o engrossamento da pele dos pés o que leva ao aparecimento de calos e fissuras.

Por isso devemos dar atenção especial ao cuidado com nossos pés. Hidratá-los diariamente é um ótimo hábito que  mantêm o pé macio, e o mais importante, previne ressecamentos mais profundos.

 Para quem esquece de passar creme, uma dica é deixar o creme a vista, do lado cama para ser lembrado antes de dormir ou na pia do banheiro para ser passado logo após o banho.

Usar cremes específicos para os pés é muito importante, pois eles agem fazendo uma hidratação muito mais profunda.

 Mas quando calos e fissuras já estão presentes, é preciso procurar um podólogo para resolver e orientar melhor o caso. Cuidar dos pés é essencial para saúde do corpo todo!

 



 

 BICHO-DE-PÉ (tunga penetrans)

 

 O bicho-de-pé (Tunga penetrans) é uma pulga que se aloja na pele do hospedeiro (homem ou animal), causando uma infecção caracterizada por inchaços dolorosos, localizados principalmente ao redor de onde o inseto penetrou. 

COMO SE DESENVOLVE ?

 A fêmea grávida pode chegar a ter o tamanho de uma ervilha. É a fêmea adulta e fertilizada que perfura a pele do homem (e de outros mamíferos). Ela aloja-se no corpo do hospedeiro, ficando com o segmento abdominal paralelo à superfície da pele.

Alimenta-se do sangue do hospedeiro e vai expelindo os ovos maduros pelo ovipositor. Uma fêmea pode produzir de 150 a 200 ovos durante um tempo de 7 a 10 dias. Depois desse período, a fêmea morre e cai no solo.

COCEIRINHA GOSTOSA ?

 O ataque do bicho-de-pé começa com uma leve coceira, mas não se engane.

 Se não for retirado, pode ocasionar inflamações e úlceras localizadas. Tétano e gangrena podem resultar de infecções secundárias, e existem registros de amputação dos dedos dos pés.

É preciso que ele seja completamente retirado de dentro da pele.

 



 

 CALCANHAR RACHADO

Das podopatia (doenças nos pés) uma das que mais se destaca no sexo feminino, principalmente, é a Rachadura no Calcanhar ou Fissura de Calcâneo (lesões lineares ou estreitas da pele).

Diversas empresas e laboratórios têm pesquisado e vêm lançando produtos no mercado nacional com a proposta de auxiliar no tratamento das Fissuras Calcâneas e acelerar o processo cicatricial.

É comprovado que a utilização de produtos que mantém a hidratação na pele, auxilia na reparação tecidual. Se lembrarmos o fato de que 60% do organismo humano é composto por água, fica simples compreender a importância desses cremes para a reparação tecidual.

Os pés são partes do corpo que têm suas camadas de peles com maior resistência do que em outras partes, e são mais grossas devido ao peso do corpo que recai sobre os mesmos.

Os pés sustentam o corpo de maneira que podem sofrer inúmeras patologias (doenças) que devem ser tratadas com especialistas (médicos e podólogos).  O aparecimento de rachaduras ocorre por varias causas: defeitos ortopédicos, hereditariedade, alterações climáticas, conseqüência de psoríase, diabetes, doenças vasculares, micoses, agressões químicas(uso de ácidos), lixas, andar descalço e uso de calçados abertos nos calcanhares (sandálias) etc.

Nas pessoas portadoras de diabetes, a desidratação é comum, uma vez que o diabético geralmente tem menor lubrificação natural que o indivíduo não-diabético, juntamente com diminuição da sensibilidade (neuropatia periférica) o que pode causar úlcera, podendo chegar inclusive à amputação dos membros inferiores (pés e pernas) por desinformação sobre cuidados com os pés.

As fissuras calcâneas podem variar em espessura; algumas lesam a pele apenas superficialmente e outras podem até atingir tecidos profundos com sangramento devido ao espessamento e endurecimento da camada externa da pele.

 



 

 PÉS DE GESTANTES

 Durante a gravidez, todo o corpo da mulher passa por grandes mudanças. Nos nove meses de gestação, a mulher passa por uma série de mudanças fisiológicas e nos pés, a sustentação do corpo, essas modificações induzem ao aparecimento de ressecamentos, rachaduras, inchaços e até dores. Essas reações acontecem devido ao aumento da produção da progesterona (hormônio feminino), grande responsável pelos inchaços.

Uma dúvida frequente e grande preocupação que surge nas futuras mamães é que calçado é mais apropriado para esse período. Durante toda a gestação, os calçados devem ser confortáveis, adequados à estação e devem ter um salto discreto e largo, de 2 a 4 centímetros de altura. O que muitos não sabem é que não é recomendado o uso de rasteirinhas e chinelos. O salto baixo ajuda melhorar a circulação venosa dos membros inferiores e facilitar o caminhar.

Abaixo seguem outras dicas para cuidar do seu pé durante a gravidez:

 *Durante toda a gravidez, use hidratantes neutros com formulação suave;

*Seque bem os pés, especialmente entre os dedos, para evitar a frieira. Lembre-se que toda grávida é mais susceptível a fungos;

*Massageie as pernas e pés periodicamente. Isso ajudará bastante na circulação venosa dos membros inferiores;

*Faça um escalda pés. Este banho de imersão ajuda a diminuir o desconforto do inchaço além de renovar as energias;

*Evite a retirada excessiva de cutículas e cortes muito incisivos. Isso pode causar ferimentos que poderão demorar mais para cicatrizar, por causa do inchaço, e podem ser uma porta de entrada de bactérias e fungos, o que a grávida deve passar longe;

*Escolha calçados baixos com saltos grossos, com cerca de dois a quatro centímetros. Essa inclinação dos pés favorece a estabilidade na coluna lombar e oferece menos risco de desequilíbrios e quedas;

*Procure sempre um podólogo, que é o especialista com conhecimento para cuidar melhor dos seus pés durante a gestação. Este profissional também poderá orientar como cuidar dos pezinhos do bebê que vai chegar. 

 



 

 PÉS DE RISCO

 São os pés de pacientes com doenças crônicas degenerativas, como artrite reumatóide, diabetes, neuropatias, hanseníase, hipertensão e problemas circulatórios. Nesses pacientes, problemas simples pode levar à perda do membro ou à imobilidade.

Diante desta realidade, propõe-se um tratamento mais cauteloso prevenindo assim futuras complicações e amputações.

 



 

 PODOGERIATRIA..O QUE É ISSO ?

No dia-a-dia da minha profissão deparo-me com um cliente muito especial, que precisa de toda atenção e carinho redobrados: É O MEU  CLIENTE IDOSO.

Muitas vezes recebo em minha sala de atendimento podológico a visita de um cliente idoso, geralmente acompanhado, e muitas das vezes com dores insuportáveis nos pés. Ao examinar seus pés, posso notar a existência de certas patologias que, na maioria das vezes, poderiam ser amenizadas consideravelmente se medidas profiláticas fossem tomadas

O QUE SERIAM ESSAS MEDIDAS?

Seriam orientações que podem prevenir e às vezes eliminar certas patologias, que tanto fazem sofrer esse meu  cliente tão especial. Cabe-me orientar não só o cliente idoso, mas principalmente seu acompanhante. Caso não esteja presente, é meu dever entrar em contato com o responsável para transmitir as orientações necessárias, sejam elas agradáveis ou não.

Concordo que é um tanto desagradável ter que falar o quanto é importante que os pés do nosso idoso sejam bem lavados, limpos e secos, já que eles não conseguem alcançá-los, pois a idade não mais permite.

Sei também que é óbvio falar que muitos dos meus clientes idosos não conseguem mais enxergar a região plantar de seus pés e, por isso, não sabem se há alguma pinta, mancha ou ferida que não existiam há um tempo atrás !

Se o idoso reclama que as unhas e os calos doem, essa dor é real e precisa de acompanhamento e orientação constante para que não se torne irreversível.

Enfim, tem que existir alguém que seja responsável pela saúde dos pés do nosso idoso.

Cuide com carinho de seu familiar idoso, pois amanhã você será um idoso também !

 



 

 VERRUGA PERIUNGUEAL

As verrugas vulgares periungueais são proliferações epiteliais causadas por papiloma vírus humano (HPV) , geralmente dos tipos 1, 2 e 4. Representam os tumores benignos mais freqüentes do aparelho ungueal, ocorrendo nas bordas ou no leito, podendo levar a distrofia ungueal e maior dificuldade terapêutica. São mais comuns em crianças e adolescentes, se apresentando de forma exuberante em imunodeprimidos.

O tratamento de verrugas periungueais constitui um desafio, especialmente quando há invasão subungueal com conseqüente distrofia da lâmina. Deve- se avaliar o local, tamanho e número das lesões, considerando uma avaliação inicial que elucide o perfil imunológico do paciente quando for necessário.

Há diversos tratamentos possíveis, cujas indicações irão depender da apresentação das lesões, condições imunológicas do paciente, resposta a terapêutica inicial além do custo, eficácia e efeitos colaterais.

 



 

 VERRUGA PLANTAR

   

Popularmente conhecida como "olho-de-peixe", a verruga plantar se apresenta como um espessamento e elevação da pele dos pés, com uma região amarelada e um ou mais pontos negros centrais.

É causada pelo vírus do papiloma humano HPV e deve ser tratada, pois frequentemente provoca dores ou incômodo ao caminhar. Devido a sua natureza infecciosa, lesões da pele podem permitir a disseminação para outras pessoas ou para outros locais no corpo da mesma pessoa.

 



 

 MICOSE DE UNHA (ONICOMICOSE)

    


A onicomicose é a condição mais comum e também a mais difícil de curar. Para saber se você tem fungos nas unhas você deve observar a cor e a textura das mesmas. As unhas afetadas por fungos costumam mudar de cor para um tom mais amarelado durante os primeiros dias, que irá escurecendo até se tornar preto se não forem tratados e eliminados.

Os fungos encontram-se embaixo da unha, portanto, as unhas infectadas também começam a mudar seu aspecto e textura e a exibir uma aparência carcomida, furada e desgastada.

 



 

 ONICOÓRTESE

 

Onicoórtese é um dispositivo que fixado na lâmina ungueal (unha) apresenta eficiente capacidade de tração mecânica, cuja principal finalidade é correção, dimensionando-a mais próximo possível do padrão ortostático.

A aplicação da órtese é uma ótima opção para o tratamento corretivo de unhas deformada. Esta faz com que a unha volte ao seu formato normal, modificando a sua curvatura e conseqüentemente o desaparecimento de lesões dolorosas.

Em geral, uso de órteses torna-se necessário para corrigir danos causados pelas seguintes situações: onicocriptose (unha encravada), Onicofose (calosidade que se forma na subungueal), traumatismos pelo uso de calçados inadequados, traumatismos mecânicos acidentais, corte incorreto das lâminas ungueais.

 



 

QUEM É VULNERÁVEL AOS PROBLEMAS DAS

UNHAS DOS PÉS ?

Todas as pessoas, de todas as idades, podem eventualmente ao longo das suas vidas sofrer de alterações nas unhas (lâmina ungueal). Muitos destes problemas são relativamente comuns. 

As unhas podem tornar-se espessas, quebradiças, curvadas, descoloradas, infeccionadas e irregulares. Em alguns casos a unha pode cair, e crescer uma nova unha. 

À medida que envelhecemos, a probabilidade de desenvolver patologia ungueal é aumentada.

 



 

 PROBLEMAS COMUNS NOS PÉS E

QUE DEVEM SER TRATADOS POR

UM PODÓLOGO !

Muitas vezes, ao sentir dor nos pés, as pessoas acabam “tentando” resolver o problema. Na maioria das vezes as pessoas que apresentam podopatias não procuram o especialista, por simples falta de informação, ou seja, desconhecem a existência de profissionais qualificados. Os problemas mais conhecidos dos pés e que são facilmente resolvidos por um podologo são:

 1. Unhas Encravadas

 2. Calos

 3. Calosidades

 4. Correção da curvatura da unha (onicoórtese)

 5. Fissuras (calcanhar rachado)

 



 

 PORQUE OS PÉS INCHAM ?

Os pés inchados, bem como o inchaço em tornozelos e pernas, é um problema muito comum que afeta um grande número de pessoas e que ocorre devido a um acúmulo de líquido no tecido adiposo embaixo da pele. É uma condição muito incômoda que pode ser causada por diferentes motivos, desde levar uma vida sedentária e maus hábitos diários até patologias e problemas de saúde mais graves.

Em muitos casos, a causa dos pés inchados é o acúmulo de líquidos nas extremidades inferiores por ficar muito tempo sentado, de pé ou após ter realizado uma longa caminhada ou uma viagem longa de carro, moto, ônibus, avião, etc.

Isto pode ser algo pontual, mas se ocorrer com frequência é possível que você esteja sofrendo de retenção de líquidos, que costuma ser consequência de uma má alimentação, levar um estilo de vida sedentário, um excesso no consumo de sal, álcool, sofrer mudanças hormonais ou condições hepáticas, renais e cardíacas. Quando o inchaço nos pés, tornozelos e pernas é uma condição prolongada, o melhor é procurar seu médico para descartar doenças de maior gravidade.

 



 

 VANTAGENS E DESVANTAGENS DE 10 TIPOS DE CALÇADOS

 

  


1 - Plataforma: aumenta o risco de quedas, tira a estabilidade da caminhada, reduz a mobilidade e altera a forma de apoio em mata-borrão dos pés, que é esperada no andar normal.

2 - Salto alto com bico fino: muda a estrutura e a forma de andar, o bico comprime os dedos, encurta os músculos da batata da perna, aumenta a lordose lombar e favorece as cãibras nos pés e nas pernas.

3- Salto baixo com bico redondo: é melhor que o alto, e o bico arredondado é mais indicado para os dedos.

4 - Sapato tipo de boneca: não tem problemas, é confortável e tem o bico redondo e sem salto. Só é pouco flexível.

5 - Bota de cano alto com salto: o salto pode aumentar o risco de quedas ao tirar a estabilidade dos pés.

6 - Bota de cano baixo sem salto: é melhor, pois o cano baixo protege mais contra torções em relação ao calçado que não é bota nem tem salto.

7 - Sapato social de homem: tem pouca flexibilidade. É preferível um sapatênis para quem caminha ou fica em pé por muito tempo.

8 - Sapatênis: é melhor que o sapato social, porque o cadarço ajuda a fazer o ajuste com o tamanho dos pés e é mais flexível. Também absorve mais o impacto do dia a dia.

9 - Tênis com solado alto: é muito ruim, prejudica a pisada e não favorece os pés. O problema está na distância do calcanhar em relação ao chão.

10 - Tênis para corrida e caminhada: não pode ter um amortecedor muito grande (no máximo, de 2 a 3 cm de altura), mas também não pode ter palmilha reta. Precisa ser flexível e confortável.

 



 

 O PERIGO DE ROER AS UNHAS

Médicos e pesquisadores comprovaram que roer unhas faz mal à saúde! O perigo de roer unhas está no fato de que a cutícula, pele que nos protege contra agentes externos, pode ser removida no ato, nos deixando suscetíveis à ação de vírus e bactérias.

A mania de roer unhas também é prejudicial, pois está relacionada à ansiedade, ao estresse e à frustração. Onicofagia é o nome dado ao vício de roer as unhas ou a pele que fica em volta dela.

Roer a pele que fica ao redor das unhas causa um trauma que permite a entrada de bactérias no local, causando infecções e inflamações. 

O hábito é ainda mais prejudicial para quem tem problemas circulatórios e imunológicos, pois a infecção pode invadir a corrente sanguínea e complicar o quadro.

 



 

 CUIDADOS COM OS PÉS

A atenção com os pés não é apenas uma questão estética e beleza, mas sim de saúde.
 

Problemas como calosidades, rachaduras e unhas encravadas podem se tornar realmente sérios, por isso devem ser tratados logo no início para não se tornarem no futuro um problema ainda maior.

PODÓLOGO trata exclusivamente das patologias superficiais dos pés, porém as pessoas geralmente procuram esse profissional apenas quando já estão com algum problema, principalmente de unha encravada.

Nesses casos nove em cada 10 pessoas vão ao PODÓLOGO com a unha já mexida e em péssima situação. Por isso, se a unha encravou não mexa em hipótese alguma, se cortar pode até ficar pior .

Para a unha não encravar, deixe-as em formato quadrado, as unhas arredondadas encravam mais fácil. Colocar uma órtese, ajuda a corrigir o formato da unha e evita encravar, é recomendado para quem sofre muito com esse problema.

Outra dica é não usar o mesmo calçado por dois dias seguidos. “O calçado precisa de ar pelo menos por 24 horas, nesse tempo a umidade que deixamos no sapato seca, evitando a formação de bactérias e fungos que podem estar presentes”. 

Aplicar Lysoform spray dentro do sapato também ajuda e não emprestar meias e calçados é um cuidado para evitar novas bactérias no pé.

A Cultura dos brasileiros em tirar a cutícula é um péssimo hábito, já que a cutícula é uma importante proteção das unhas contra as bactérias e os fungos. Tirar apenas o excesso é o mais recomendado.

Hidratar os pés diáriamente ! “As pessoas geralmente esquecem deste precioso procedimento, mas a hidratação é fundamental”. 

E uma última recomendação é não procurar o PODÓLOGO apenas em casos de emergências, mas sim manter uma frequência mensal, isso ajuda a evitar os mais diversos problemas nos pé.

Agora, para aquelas que pessoas que além de roer, também engolem as unhas, o quadro é ainda pior, resultando em graves problemas gastrointestinais, como esofagite infecciosa, gastrite, enterocolite por infecção por microorganismos, verminoses e até apendicite.

 Roer unhas também prejudica a musculatura do maxilar e a articulação temporomandibular, causa fraturas nos dentes, gengivite e problemas na mordida. 

 As doenças mais frequentes em quem tem o vício de roer unhas são: infecções na garganta, inflamação da pele ao redor da unha e problemas gastrointestinais diversos.

 



 

 ESPORÃO DE CALCÂNEO

 

            

É uma formação óssea que ocorre no calcâneo (osso da base do calcanhar). Ao longo dos anos pequenos fragmentos ósseos resultado do desgaste do corpo, aglomeram-se e formam uma espícula, também conhecida por "esporão". que causam fortes dores nos pés. 

A dor só ocorre quando é feito o apoio de carga ou pressão no local. Está relacionado também com obesidade e com o aumento súbito de atividades diárias. 

A cirurgia para retirada do esporão só é considerada em casos extremamente dolorosos que não melhoram com o tratamento conservador. 

eralmente o problema é bem controlado com a fisioterapia associada ao uso de palmilhas e calcanheiras de silicone, afim de eliminar a pressão do corpo exercida naquele ponto.

 



 

 NEUROMA DE MORTON

O neuroma de Morton consiste num espessamento localizado que afeta um dos nervos plantares comuns, que correm entre os ossos metatarsos, no pé. É mais comum entre o 3º e 4º dedos.

Alguns dizem que esta condição não se devia ser chamada neuroma de Morton pois, na realidade, não se trata um neuroma. Um neuroma é um tumor benigno (não canceroso) que cresce a partir do revestimento fibroso de um nervo. Nos neuromas de Morton não há formação de tumor.

A razão do espessamento do nervo ainda é desconhecida. Mas uma vez formado, os ossos e ligamentos nas proximidades irão colocar pressão sobre o nervo causando mais irritação e inflamação. Esta condição é muito mais comum em mulheres do que homens, provavelmente como resultado do uso de saltos altos, e sapatos com a frente estreita. O excesso de peso também é um fator de risco.

 



 

 DORES NOS PÉS

Pesquisas de opinião referem que apenas uma minoria da população com problemas nos pés recorre a ajuda profissional. Uma ideia bastante comum é o fato de pensarmos que os pés doridos são uma situação normal. Esta crença é errada. Do mesmo modo que recorre ao seu dentista quando sente uma dor nos dentes, deverá consultar o seu podólogo sempre que sentir dores nos pés.

Os Podólogos estão qualificados para avaliação, prevenção e se houver necessidade encaminhar ao especialista. Existem varias causas de dores nos seus pés, relacionados com problemas biomecânicos (estrutura do pé), calçado inapropriado, alterações da pele (calos, calosidades), doenças (diabetes, artrite reumatoide), afecção (pé de atleta) entre outros.

 



 

 ONICOFOSE

É comumente confudida com onicocriptose. Trata-se de um pequeno calo no sulco e nas pregas periungueais. 

Tratamento: Tratar a onicofose consiste em diagnosticar a causa e removê-la, depois tirar o efeito (o calo) procurando não lesar o tecido íntegro e tratar a curvatura da unha, que, geralmente também estimula o surgimento da onicifose.

 



 

LIXAS E ESCOVAS DE ESFOLIAÇÃO

 

                                   

É muito comum as mulheres recorrerem à alguns aparelhos quando querem ficar com a planta dos pés lisinha, lisinha. Ao invés de irem ao podólogo e tratarem os pés, elas preferem usar lixas ou até escovas de esfoliação, que em nada ajudam os pés a serem saudáveis.

Tanto um aparelho quanto outro, comprometem a saúde dos pés pelo simples fato de “resolverem a situação” por pouco tempo. Ou seja, se a pessoa não está acostumada à passar cremes e esfoliar a pele com produtos próprios (como sabonetes esfoliantes), a pele morta (depois de ser retirada com qualquer um dos aparelhos), crescerá ainda mais rápido nos calcanhares e na planta dos pés e a mulher sentirá necessidade de tirá-la cada vez mais.


Então, esses aparelhos fazem com que as células mortas se acumulem mais ainda. Ao invés de recorrer à eles, procure um podólogo, realize um tratamento e cuide de seus pés com cremes e esfoliantes inofensivos e não invasivos.

 



 

 HIPERQUERATOSE PLANTAR

 

As queratodermias ou hiperqueratoses são espessametos da pele em áreas da planta do pé que se formam por placas de pele espessa e de cor amarelada e translúcida.

 



 

 ONICOESCLEROSE

 

Trata -se de uma patologia mais comum que afetam idosos e portadores de arteropatias, em especial o diabético e portador de artoesclerose.

Provoca espessamento da unha, deixando mais dura, e quebradiça, é comum o surgimento a onicólise e podendo apresentar onicoatrofria, onicocriptose e onicogrifose.

Esses sintomas são, em grande parte, causados por fungos que se alimentam da queratina presente nas unhas. Eles geralmente infectam os pacientes no contato dos pés com o chão, o uso de toalhas mal lavadas e instrumentos de manicure e limpeza mal esterilizados.

Nos casos mais graves, as lesões causam descamação da unha e inflamação ao redor da lâmina ungueal, ou início da unha.

 



 

 PSORÍASE UNGUEAL 


A Psoriase Ungueal é uma doença de pele crônica e rara que acomete as unhas dos pés e mãos. Na maioria dos casos, esse tipo de problema tem origem numa dermatose mais complexa, em outras áreas do corpo.

Além de deformações, descolamento e manchas nas unhas, a doença gera acúmulo de células da pele e posterior inflamação, o que acaba dificultando a penetração de medicamentos durante o tratamento. Por falar nisso, não existe até o momento nenhum medicamento que cure totalmente a doença, mas ainda assim é possível tratá-la e controlá-la.

O tratamento inclui medicamentos tópicos e orais, além de exposição solar controlada. Contudo, somente o podólogo e o dermatologista podem prescrever o tratamento adequado para cada situação.

 



 

  COMO É FORMADA SUA UNHA

 É uma produção cutânea formada de queratina compactada, chamada oniquina (dura) é formada de proteína, enxofre, cistina, água (7 a 16%), cálcio e ferro; sem elasticidade, translúcidas e com pouca flexibilidade. Do ponto de vista embriológico, não nasce da superfície, mas sim do interior da pele, inicialmente, a epiderme que dará origem à unha. Tem a funções de proteção, preensão, agressão e sensibilidade.

Proteção: sendo uma lâmina dura e flexível, proteger as extremidades dos artelhos;

Preensão: para pegar principalmente pequenos objetos;

Agressão: arranhar, cortar, lascar, mascar (defesa);

Sensibilidade: tem seu papel na sensibilidade tátil da popa digital. A lâmina (unha) normal é transparente, lisa, suave, permanecendo colada no leito e apresentando crescimento continuo no indivíduo adulto. O crescimento das lâminas ungueal é, aproximadamente, 1 mm por mês, demora para crescer, ou seja, para ser completamente substituída, cerca de 6 meses, nas mãos, e cerca de 1 ano, nos pés.

Em geral, desenvolve-se com mais rapidez nos jovens que nos idosos. Fatores que interferem no crescimento da lâmina ungueal é a ma circulação sangüínea, vitaminas, proteínas e mecânicos. A unha é dividida em nove partes:

1ª - Lâmina Ungueal: é a própria unha, situada sobre o leito ungueal. Sua consistência varia de pessoa para pessoa e depende de fatores tanto genéticos como externos. Uma lâmina de células queratinizadas compactada e com espessura variável de 0,5 a 0,75 mm.

2ª - Matriz Ungueal: é o local onde se dá origem a unha. Chamada também de raiz da unha. Formada pôr células germinativas que vão se compactando em permanentes mitoses. A nutrição da matriz é feita pôr pequenos vasos superficiais da derme.

3ª - Leito Ungueal: é a porção do complexo imediatamente abaixo da lâmina. Formada pela derme e epiderme e é fortemente aderido à lâmina e com grande quantidade de terminações nervosas nesta área.

4ª - Eponíquio: conhecido como cutícula, liga a prega supra-ungueal à lâmina. Sua formação é de queratina e tem a função de proteger a matriz ungueal da entrada de produtos químicos, agentes biológicos e outros. A retirada da abertura para entrada de infecção.

5ª - Lúnula: é uma área de forma convexa, esbranquiçada, localizada junto ao eponíquio, e indica a posição da matriz.

6ª - Hiponíquio: é formado pôr uma fina camada da epiderme e faz a ligação entre o leito ungueal e a polpa digital. Tem grande quantidade de terminações nervosa, tornando assim uma região muito sensível.

7ª - Prega Supra ungueal: localizada antes do Eponíquio, com tamanho variável. É uma dobra de pele epitelial sobre a matriz ungueal. É constantemente lesada com a retirada do eponíquio (cutícula).

8ª - Prega Periungueal: é a região localizada nas laterais da unha.

9ª - Sulco Ungueal: está localizado ao longo de toda a lâmina, é uma estreita faixa de pele, formada na junção da lâmina com a prega periungueal.

 



       

FASCITE PLANTAR

Quem inventou a expressão “levantar com o pé esquerdo”, talvez fosse um sofredor da síndrome conhecida como fascite, ou fasceíte plantar, uma vez que os primeiros passos de quem pisa no chão ao acordar e sofre do problema, costumam ser bem doloridos e difíceis.

Em termos médicos, a fascite plantar é considerada uma inflamação, decorrente de microtraumatismos repetitivos na origem da fáscia plantar sobre a tuberosidade medial do calcâneo. Para o leigo, ela nada mais é do que uma sensação dolorosa, por vezes semelhantes a de uma queimação na sola dos pés, que acontece próximo ao calcanhar.

Relativamente frequente, esta síndrome atinge cerca de 10% da população em pelo menos um momento da vida e pode durar aproximadamente nove meses. Pessoas que têm pés cavos ou chatos, que apresentam tensão no tendão de aquiles, bem como os obesos, têm maior propensão a desenvolver o quadro.

O uso de calçados inadequados por muitas horas pode desencadear o problema, além da realização de atividade física intensa. Usain Bolt, que se consagrou o homem mais rápido do mundo nas Olimpíadas de Londres e se tornou uma lenda com suas gigantescas passadas de 2,44 metros que se cuide, porque passos muito largos também podem colaborar para a instalação da fascite plantar.

Até o momento, não existe mágica; os tratamentos para fascite plantar costumam ser longos, podendo durar desde várias semanas até anos e podem ser conservadores ou cirúrgicos, quando o paciente não responde bem ao tratamento conservador.

O tratamento conservador inclui a prescrição de anti-inflamatórios e a aplicação de compressas de gelo quando o quadro ainda for recente e a dor aguda; e a aplicação de bolsas de água quente, quando o quadro tiver se tornado crônico. O repouso também é um coadjuvante, na medida em que é necessário tempo para a recuperação das estruturas acometidas.

Alongamentos e exercícios específicos, prescritos pelo médico, auxiliam no combate à dor. O uso de fitas desportivas apropriadas gera maior proteção à fáscia plantar, colaborando para a diminuição da dor e recuperação da lesão, assim como o uso de palmilhas e órteses customizadas.

A cirurgia da fascite plantar representa a última opção de tratamento. Sua taxa de sucesso depende da complexidade do caso. Apesar do bom prognóstico médico, o quadro da síndrome incomoda por sua longa duração. Na era da velocidade, em que tempo é dinheiro, em que repousar é deixar de ganhar e que reduzir as passadas pode siginificar ficar para trás, seu tratamento é tido como algo que geralmente só traz bons resultados no longo prazo.

Por isso, penso que o dia em que a medicina for capaz de eliminar a fascite plantar num passe de mágica, parafraseando Neil Alden Armstrong ao pisar na lua em 1969, teremos dado "um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade”.

Dr. Mario Lenza, ortopedista

 



 

CHULÉ (BROMIDROSE)

 

Chulé é o nome popular dado à bromidrose quando acontece nos pés, mais precisamente podobromidose. É causada pelo suor excessivo na planta dos pés e agravada pela falta de higiene.

INCIDÊNCIA

Qualquer pessoa, independente da idade ou do sexo, está suscetível a ter chulé. Os adolescentes, porém, sofrem mais com o chulé. Os hormônios aumentam a transpiração nos pés. O suor excessivo também pode estar relacionado a doenças como hipertiroidismo, diabetes e obesidade. Em alguns casos, o chulé acompanha problemas como micoses, alergias e eczema.

Mas, de fato, estas podem ser só as consequências de causas mais profundas e, ao mesmo tempo, até bem simples de controlar, como, por exemplo, o consumo excessivo de carnes vermelhas, pois, tendo estas grande quantidade de toxinas, o organismo tende a excretá-las, o que pode tornar as fezes mais apetecíveis às bactérias e causadoras de tais odores.

AÇÃO DAS BACTÉRIAS

O mau cheiro decorre da ação de bactérias que se alimentam do suor e de todo material que se encontra sobre a pele. As bactérias estão presentes na epiderme, a camada superficial da pele. A umidade faz com que elas proliferem mais rapidamente.

Os microrganismos decompõem o suor excessivo.A decomposição é um processo de fermentação e libera gases de odor ruim. Sapatos fechados, de borracha ou de plástico e meias sintéticas facilitam a produção de suor e impedem a ventilação dos pés. Para reduzir o mau cheiro provocado pelo chulé, é necessário fazer com que o suor dos pés diminua ou reduzir as bactérias que estão na região dos pés.

FORMAS DE CONTROLE

 * Procurar usar meias de algodão.

*Evitar o uso de tênis sem meias.

*Expor os sapatos ao sol e usá-los em dias alternados.

*Trocar de sapatos e meias uma ou duas vezes por dia.

*Retirar, sempre que possível, os sapatos para que os pés sejam arejados.

*Tentar secar o suor dos pés durante o dia.

*Lavar os pés pela manhã e à noite, especificamente entre os dedos.

*Usar cremes esfoliantes pelo menos 1 vez por semana e lavar os pés sempre utilizando uma *bucha vegetal, esfregando-a especialmente na sola dos pés, eliminando assim as células   mortas.

*Hoje em dia existem palmilhas com Nanotecnologia que combatem o chulé como a      Silverpower da Mr. Step tratada com íons de prata.

 



 

 DICAS PARA A SAÚDE DOS PÉS

Seque bem os pés

Tão importante quanto lavar os pés, secar bem depois do banho também é fundamental. Isto pode ajudar muito na prevenção do surgimento de frieiras.

Dê preferência à meias de algodão

Sempre prefira meias de algodão às de nailon. Um fator importante é que o algodão permite uma maior evaporação do suor.

Troque o calçado diáriamente

Procure trocar de calçado todos os dias, tanto em relação à altura quanto ao tipo de salto. Isto ajudará a amenizar dores e inchaços.

Diabéticos e o cuidado com os pés

Pessoas diabéticas devem evitar cortar as unhas sem auxilio de um profissional, isto devido a graves complicações que esta doença pode causar.

A saúde começa pelos pés

Não podemos esquecer da importância que se deve ter na saúde do pés. Uma boa saúde dos pés é primordial para o restante do corpo.

 



 

DEDOS EM GARRA, DEDOS EM MARTELO E DEDOS SOBREPOSTOS

 DEDOS EM GARRA E EM MARTELO

  

 Essas duas patologias são deformidades dos dedos e, normalmente, acontecem por retração e encurtamento dos tecidos (músculos e ligamentos) do pé, mas o dedo em garra pode ter relação com problemas neurológicos, como o derrame.

Recebem os nomes de acordo com o posicionamento dos ossos dos dedos e, normalmente, geram muitos calos e dificultam a utilização de alguns tipos de calçados.

No Brasil, 11,4% da população têm dedos em garra ou martelo. A diferença principal entre essas deformidades é a posição do osso da ponta do dedo acometido. No dedo em garra ele ficará fletido (para baixo) e no dedo em marteloele ficará estendido (para cima), como mostra ao lado.

As duas patologias estão ligadas à retração de ligamentos e tendões, além do desequilíbrio das forças musculares que atuam sobre os pés e dedos. O dedo em garra pode também estar relacionado a alguma alteração neurológica (doenças neuromusculares)

Essas patologias iniciam com uma simples alteração do alinhamento dos dedos, e a mobilidade e a força do pé se mantêm. Com a progressão, podem evoluir a uma deformidade rígida, com dor e mobilização, e com perda de força e controle dos dedos e do pé. Nos casos mais graves, pode-se optar por cirurgias de correção e alinhamento dessas deformidades.

DEDOS SOBREPOSTOS: CAUSAS E TRATAMENTOS

 

Esta deformidade ocorre quando um dos dedos do pé está sobre o dedo adjacente. Normalmente afeta o 5º e o 2º dedos do pé (especialmente se a pessoa tiver joanete).

A deformidade pode levar a complicações como: bolhas e calos na parte superior e entre os dedos, ou até danos mais permanentes de articulação e osso.

CAUSAS
Dedos sobrepostos, na maioria das vezes, são classificados como uma deformidade congênita. Embora nem sempre sejam reconhecíveis no nascimento, se identificados, o tratamento corretivo pode começar na infância.

Algumas pessoas desenvolvem dedos sobrepostos como resultado de outras condições de pé. Crianças com arcos elevados ou pés planos muitas vezes distribuem seu peso incorretamente, levando os dedos a mudar de posição. Adultos que usam sapatos com pontas estreitas ou que sofrem de joanete são também mais propensos a desenvolver dedos sobrepostos.

TRATAMENTO
O primeiro passo é culsultar-se com um médico ortopedista para fazer um acompanhamento da deformidade. Os cuidados diários inclui a compra de sapatos com a ponta (biqueira) larga e alta, para não pressionar os dedos. O médico ortopedista também pode recomendar um separador de dedos para ajudar a corrigir a posição. Ocasionalmente, a cirurgia é necessária.

 



 

BUNIONETTE

O que é o Bunionete?

O bunionete é um problema semelhante a um joanete, no entanto, ocorre na junção do quinto dedo com o pé. São comumente diagnosticados nos pacientes que também apresentam hálux valgo (joanetes na borda interior do seu pé).

Como joanetes são frequentemente causados por problemas gerados pela utilização de calçados apertados e inadequados. Desta forma, estão relacionados a utilização de sapatos de bico fino e salto alto, sendo muito mais comuns em mulheres do que em homens.

Os sintomas do bunionete geralmente ocorrem devido à pressão do calçado sobre a saliência do lado de fora do pé.  Podem causar problemas mais significativos se a irritação danificar a pele e causar o aparecimento de feridas.

O que causa o Bunionete?

  • Utilização prolongada de calçados de bico fino
  • Alterações congênitas no formato dos metatarsos
  • História familiar da doença

Podemos prevenir o desenvolvimento do Bunionete?

Bunionetes frequentemente se tornam sintomáticos quando progridem. No entanto, nem todo bunionete progride.

Geralmente são tratados de forma não-cirúrgica. De maneira geral, quando não doem, não precisam ser operados. Os que doem também não são necessariamente cirúrgicos. A maioria deles podem ser tratados com alterações no padrão dos calçados, que, de maneira geral, não podem comprimir a parte da frente do pé.

Você precisa operar seu Bunionete?

Nos casos onde ocorre a falha do tratamento conservador, pode-se considerar o tratamento cirúrgico.

 



 

JOANETE (HÁLUX VALGUS)

O pé humano é constituído por vários músculos (19), 26 ossos, 107 ligamentos, 33 articulações e grande número de tendões. Sua estrutura em forma de arco exerce o papel de uma alavanca que impulsiona o corpo durante a marcha e facilita a adaptação a diferentes tipos de solo. Ela é fundamental também para a distribuição adequada do peso que os pés têm de suportar e para manter o equilíbrio.

É fácil entender que uma estrutura tão complexa como essa e com tantas funções diferentes esteja sujeita a alterações anatômicas. Uma das mais comuns é o joanete, ou hálux valgo. Sua principal característica é a formação de uma saliência óssea na articulação metatarsofalângea do hálux , ou seja, na  base do primeiro metatarso (osso longo que liga os dedos à parte central dos pés).

Ela ocorre quando o dedão (ou hálux, de acordo com a nomenclatura médica) sofre um desvio lateral na direção do segundo dedo. O joanete aparece não porque uma nova estrutura óssea tenha crescido, mas porque houve um desalinhamento entre os ossos e articulações dos dedos dos pés.

Com a evolução do quadro, o dedo maior pode empurrar, sobrepor-se ou colocar-se debaixo dos outros dedos. Como consequência, a distribuição do peso nos pés fica comprometida, o que pode prejudicar várias articulações do corpo.

Embora surjam quase sempre por causa de alterações no hálux, joanetes podem ser provocados pelo desvio do quinto osso metatársico localizado na base do dedo mínimo do pé. Nesse caso, ele se chama joanete de Sastre ou do alfaiate, uma vez que acomete mais esses profissionais.

Causas e fatores de risco

O joanete é a deformidade óssea mais prevalente nos pés dos adultos, que afeta mais as mulheres do que os homens. Em alguns casos, o problema é congênito, ou seja, a criança já nasce com o desvio lateral do artelho.

Existem causas genéticas e mecânicas que predispõem para o aparecimento da alteração. Quase sempre, porém, a deformidade é determinada pela confluência de vários fatores de risco, a saber:

  • Hereditariedade: as pesquisas mostram que por volta de 60% das pessoas com joanetes têm história familiar da doença;
  • Doenças reumáticas pré-existentes, como artrite reumatoide, gota, lúpus;
  • Enfermidades neurológicas (AVC, paralisia cerebral, trauma medular, etc.);
  • Anatomia óssea anormal dos pés, fragilidade de ligamentos e tendões, pé chato, dedão do pé maior do que o segundo dedo;
  • Sapatos de salto alto, bico fino ou muito apertados: o salto alto projeta o pé para frente, o que prejudica a distribuição do peso corporal. O bico fino favorece a compressão dos dedos, principalmente do dedão e do dedinho. A parte da frente do calçado muito justa é outro fator de risco para o aparecimento dos joanetes.

Sintomas

Em alguns casos, os joanetes são assintomáticos. Quando os sintomas se manifestam, os mais comuns são:

  • Saliência óssea parecida com um calo na base do dedão;
  • Dor, rubor e calor na articulação por causa do processo inflamatório na articulação;
  • Formação de calosidades nos dedos comprometidos e na planta dos pés;
  • Espessamento da pele na base do dedão;
  • Rigidez progressiva do dedo deslocado.

Diagnóstico

O diagnóstico leva em conta os sintomas e a avaliação clínica das estruturas ósseas do pé comprometidas pelo joanete. Exames de raios X costumam ser úteis para determinar a gravidade da lesão e orientar a escolha do tratamento.

Tratamento

Não existe tratamento padrão para todos os casos de joanete. O médico avalia o as condições e necessidades de cada paciente – faixa de idade, estilo de vida, estado geral da saúde, intensidade dos sintomas, por exemplo – antes de propor um tratamento conservador ou cirúrgico.

O tratamento conservador não visa à correção da deformidade. A proposta é aliviar os sintomas e impedir a progressão do desvio. Para atingir esses objetivos, a primeira medida é trocar os sapatos apertados e duros por outros mais folgados e macios, sem salto ou com salto baixo. O bico deve ser arredondado ou quadrado para acomodar melhor os dedos e diminuir o atrito nas zonas de pressão.

Outros recursos terapêuticos são a utilização de protetores ortopédicos sobre a área deformada da articulação e de separadores entre os artelhos para manter o dedão afastado do segundo dedo. Quando e se necessário, o médico pode prescrever medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios.

Há casos mais graves que exigem solução cirúrgica.  Existem mais de cem técnicas diferentes que permitem corrigir a deformidade, a fim de restaurar as funções perdidas e eliminar os sintomas dolorosos. A técnica percutânea, por exemplo, permite que o procedimento seja realizado em ambiente ambulatorial através de pequenos orifícios por onde são introduzidos os instrumentos para corrigir a deformidade.

Recomendações

*Redobre a atenção e cuidados na hora de comprar sapatos. Eles precisam acomodar os pés com conforto para não interferir na distribuição equilibrada do peso do corpo;

*Lembre, na hora de comprar calçados, que os pés aumentam um pouco de tamanho no fim do dia ou quando envelhecemos. Por isso, é sempre melhor que a ponta dos dedos não encoste na frente do sapato;

*Não use o mesmo par de sapatos ou de tênis por dias seguidos para evitar o atrito sempre no mesmo ponto dos pés;

*Ande descalço, sempre que possível, especialmente em terrenos irregulares ou na areia, para fortalecer os dedos e articulações dos pés;

*Aplique gelo sobre o joanete para aliviar a dor e reduzir o processo inflamatório;

*Procure um ortopedista, se seus pés estiverem doloridos ou notar alguma alteração no seu formato e aparência.

 



 

TRANSPIRAÇÃO (hidrose)

 

 

Como hidrose entende-se suor/transpiração.

A transpiração é importante para o organismo, pois controla a temperatura do corpo e elimina as toxinas através dos poros.

A quantidade de transpiração produzida varia de pessoa para pessoa, de acordo com a idade, sexo ou raça, influenciada também por factores endógenos ou exógenos.

TIPOS DE HIDROSES:

 Hiperidrose – excesso de transpiração

 Bromidrose – transpiração com mau cheiro

 Anidrose – défice de transpiração

 Disidrose – aparecimento de erupções cutâneas

hiperidrose é a produção excessiva de suor sem cheiro desagradável.

Entre as suas causas estão os estímulos emocionais ou uma maior sensibilidade dos centros reguladores de temperatura (provocada pelo exercício físico).

Na hiperidrose emocional, a transpiração aumenta em situações de desconforto ou tensão emocional. O incómodo causado pode trazer ainda mais tensão ao paciente, piorando o seu quadro clínico e trazendo dificuldades de relacionamento ou, até mesmo, profissionais. Nestes casos o apoio psicológico pode ajudar bastante.

Convém salientar que quando ocorre a hiperhidrose, não ocorre necessariamente a bromidrose (transpiração com cheiro desagradável). Isso dependerá de alguns fatores (hormonais, alimentares, medicamentosos, meio-ambiente ou vestuário), juntamente com falta de higiene e origem genética, que influenciará diretamente, podendo também aparecer alguma maceração (aspecto esbranquiçado da pele) ou descamação da pele.

A anidrose é o oposto da hiperhidrose, caracterizando-se assim por défice de transpiração. Tem como causas principais a falta de alimentação, a falta de higiene e a falta de saneamento básico.

Disidrose

A disidrose é caracterizada pelo aparecimento de erupções cutâneas de carácter reincidente e que provoca muita comichão, podendo também ser completamente assintomática (sem presença de sintomas).

Uma vez que é uma patologia reincidente pode durar entre uma a duas semanas, com consequente ressecamento e descamação nos locais atingidos.

Estas lesões podem ocorrer em pequeno número, mas em alguns casos atingem toda a superfície dos pés.

Para evitar as hidroses, deve:

- Lavar os locais afectados, ensaboando bem e dando preferência a sabonetes anticépticos;

- Secar bem a pele após o banho, especialmente entre os dedos dos pés;

- Trocar as roupas e meias diariamente;

- Evitar o uso de tecidos sintéticos, dando preferência ao algodão;

- Preferir calçados abertos;

- Manter sempre o calçado limpo;

- Evitar deixar a pele húmida muito tempo.

 

 



 

 



 

DISIDROSE

 

     

 Disidrose o que é ?

A disidrose é uma doença de causa desconhecida devida provavelmente à retenção de suor entre as células da epiderme (camada mais superficial da pele). Alterações climáticas e estresse emocional têm sido relatados como prováveis fenômenos desencadeantes.

 Manifestações clínicas da disidrose

A doença atinge as mãos e os pés, iniciando com coceira e formação de vesículas (pequenas bolhas) endurecidas semelhantes a grãos de sagu, atingindo principalmente a face lateral dos dedos, as palmas das mãos e as plantas dos pés.

A coceira pode ser intensa e o ato de coçar rompe as bolhas que eliminam líquido transparente. Pode ocorrer infecção secundária das lesões dando origem a lesões com pus.

O quadro ocorre em surtos que se repetem e duram de uma a duas semanas, com o ressecamento das bolhas e descamação nos locais atingidos. As lesões podem ocorrem em pequeno número mas em alguns casos tomam toda a superfície das mãos ou pés.

Quadros semelhantes são as erupções disidrosiformes, que podem ter como causa micoses ou processos alérgicos de contato ou alergia medicamentosa. Nestes casos, eliminando-se a causa, as lesões tendem a desaparecer.

Tratamento

O tratamento é feito com medicações de uso local que ajudam a aliviar a coceira, evitar infecções secundárias e aceleram a evolução natural do processo. Deve ser indicado por um médico dermatologista de acordo com cada caso.

 

Fonte: dermatologia.net



 

 Eczema de Contato ou Dermatite de Contato

O que é ?

 O eczema de contato ou dermatite de contato é uma reação inflamatória que ocorre devido ao contato da pele com um agente irritativo (eczema por irritante primário) ou que cause alergia (eczema alérgico).

O eczema por irritante primário ocorre pela ação direta da substância sobre a pele, que a danifica e desencadeia a reação. Pode ser:

Agudo: quando a substância causadora tem concentração alta e a resposta é imediata à exposição. É o caso do contato da pele com ácidos fortes.

Crônico: quando a pele é exposta repetidamente a substâncias irritativas de baixa concentração, provocando um dano cumulativo. É o caso do eczema das mãos das pessoas que lidam diariamente com sabões e detergentes (donas de casa e profissionais de cozinha).

O eczema alérgico ocorre quando uma substância alergênica (que causa alergia) entra em contato com a pele e, ligando-se a proteínas da própria pele, passa a ser reconhecida como estranha ao organismo, que desencadeia uma resposta imunológica para combatê-la.

Manifestações clínicas do eczema de contato

 As características típicas do eczema de contato na fase aguda são a vermelhidão, inchaço, formação de vesículas (pequenas bolhas), bolhas e secreção. Mais tarde ocorre a formação de crostas e descamação (fase sub-aguda).

Em uma fase mais tardia, quando se torna crônico, aparece a liquenificação (espessamento da pele). O prurido (coceira) está presente em todas as fases, e pode ser discreto ou muito intenso.

Tratamento

O tratamento do eczema de contato depende do tipo (irritativo ou alérgico) e da fase em que se encontra (agudo, sub-agudo ou crônico), variando de acordo com cada caso, e deve ser determinado pelo médico dermatologista. São utilizadas medicações de uso local e de uso oral, para diminuir o processo inflamatório e o prurido, que muitas vezes é desesperador.

Evitar o contato com as substâncias que desencadeiam o eczema é fundamental para o sucesso do tratamento. No caso dos eczemas alérgicos, o teste de contato, pode ser de grande ajuda para se descobrir o que está causando a alergia. Ele é realizado colocando-se 20 a 30 das principais substâncias alergênicas em contensores que são deixados em contato com a pele por 48 horas. Aquelas que causarem reação devem ser evitadas.

 



 

Fibroceratoma digital adquirido

O que é?

O fibroceratoma digital adquirido, também chamado de fibroqueratoma acral, é uma lesão fibrosa e elevada, situada nos dedos. A causa é desconhecida. Apesar de ter sido sugerido que poderia ser uma resposta a um trauma, não existem estudos que confirmem a hipótese.

Manifestações clínicas do fibroceratoma digital

O fibroceratoma digital aparece como uma lesão solitária, elevada, de consistência endurecida e da cor da pele que, em geral, aparece na face lateral dos dedos mas também pode surgir em outras localizações. Algumas lesões formam protuberâncias altas que podem lembrar um dedo supranumerário.

Uma característica que o diferencia de lesões semelhantes nesta localização é um colarete de pele discretamente elevado que envolve a base da lesão, perceptível na imagem abaixo.

Tratamento: O tratamento do fibroceratoma digital consiste na remoção cirúrgica da lesão.

 



 

 BICHO GEOGRÁFICO

O que é?

A larva migrans, conhecida vulgarmente como bicho geográfico, é uma doença causada por parasitas intestinais do cão e do gato. Ao defecar na terra ou areia, os ovos eliminados nas fezes transformam-se em larvas. Estas, penetram na pele do homem causando a doença.

Manifestações clínicas da larva migrans

Por estar em pele humana, a larva não consegue se aprofundar para atingir o intestino (o que ocorreria no cão e no gato), e caminha sob a pele formando um túnel tortuoso e avermelhado.  Mais comum em crianças, as lesões são geralmente acompanhadas de muita coceira.

Os locais mais comumente atingidos são os pés e as nádegas. Pode ocorrer como lesão única ou múltiplas lesões. Devido ao ato de coçar é frequente a infecção secundária das lesões.

Tratamento

Dependendo da extensão da doença, o tratamento pode ser feito por via oral para os casos mais extensos ou com o uso de medicação tópica nos casos mais brandos.

Para prevenir a infecção pela larva migrans deve-se evitar andar descalço em locais frequentados por cães e gatos e cobrir as caixas de areia durante a noite para evitar sua utilização por gatos para defecar.

Recolha as fezes de seu cachorro e estimule os outros donos de animais a fazerem o mesmo. Não leve animais para a praia.

 



 

 PARONÍQUIA (UNHEIRO)

O que é?

A paroníquia, doença popularmente conhecida como unheiro, é a inflamação da dobra ungueal (pele ao redor da unha) e pode ser provocada por diversos agentes como bactérias, fungos e vírus. Pode ser, também, uma manifestação de alergia.

Manifestações clínicas da paroníquia

Paroníquia aguda: a inflamação se desenvolve em algumas horas e, usualmente, se resolve em alguns dias. Pequenos ferimentos como os provocados ao se remover a cutícula podem ser a porta de entrada da infecção. O agente causador mais comum é a bactéria Staphylococcus.

A dobra ungueal fica avermelhada, muito dolorosa e inchada. Pode haver presença de pus sob a pele e os casos mais intensos podem se acompanhar de ínguas e, até mesmo, evoluir para um abscesso. Outra complicação possível é a formação de um granuloma piogênico.

A paroníquia aguda também pode ser provocada por outros agentes, como o vírus Herpes simplex, assim como ser resultado de um processo alérgico.

Paroníquia crônica: é um processo gradual que, em geral, começa por uma das unhas e acaba afetando outras. A dobra ungueal fica inchada, avermelhada, dolorida e se eleva em relação à lâmina da unha, podendo haver, em alguns casos, eliminação de pus por baixo da cutícula quando se espreme a área inchada.

A inflamação pode se estender por vários meses ou anos e altera a formação da unha, que cresce ondulada e com a superfície defeituosa, tornando-se quebradiça.

A paroníquia aguda bacteriana deve ser tratada com antibióticos de uso local e/ou oral, dependendo da intensidade do caso. No caso de formação de abscesso, este deve ser drenado.

Quando provocada pelo vírus Herpes simplex, tratamento anti-herpético deve ser instituído por via oral.

No caso de paroníquias decorrentes de alergias, por exemplo, a esmaltes ou acetona, cremes de corticosteróides estão indicados, além da óbvia interrupção do uso do esmalte.

Para as paroníquias crônicas, tratamento anti-bacteriano ou anti-fúngico deve ser indicado pelo dermatologista, de forma tópica ou por via oral, de acordo com a gravidade de cada caso.

Nos casos muito crônicos e extremamente resistentes ao tratamento, pode ser necessária a remoção cirúrgica da pele afetada para se obter a cura

 Medidas preventivas devem ser tomadas para se evitar a paroníquia:

  a) Não remova as cutículas! Elas são a proteção da dobra ungueal e evitam a                          penetração de agentes agressores;

 b) Manter as mãos secas e as unhas limpas;

 c) Trabalhadores que mexem com água devem usar luvas;

d) Mantenha as cutículas hidratadas com cremes emolientes para evitar pequenos                ferimentos;

e) Evite o uso de acetona e removedores de esmalte. Eles ressecam a pele e favorecem     o surgimento de alergias.

 Se você suspeita que sofre de paroníquia, não utilize medicamentos indicados por outras pessoas, pois podem mascarar características importantes para o diagnóstico correto da sua doença e dificultar o seu tratamento.

 

 



 

 UNHAS QUEBRADIÇAS

Você sabia que as unhas dizem muito sobre sua saúde? Confira as dicas de como mantê-las fortalecidas e descubra o que pode estar errado em seu organismo

Reportagem: Monique Zagari Garcia

Ter unhas quebradiças pode ser um pesadelo para as mulheres, que adoram ter as unhas sempre bem feitas e tratadas. O que muitas pessoas podem não saber é que esse enfraquecimento ungueal pode apontar alguns problemas de saúde que até então passaram despercebidos.

 Para a Dra. Ana Célia Xavier, dermatologista do Hospital São Camilo (SP), as unhas quebradiças, na maioria dos casos, são decorrentes dealterações e carências doorganismo, principalmente devitamina A (unhas em casca de ovo), ferro (unhas frágeis) e zinco.

Quem apresenta hipotireoidismo também pode ter as unhas finas efrágeis. “Normalmente quando as unhas estão fracas o cabelo também está. Ele cresce menos e fica mais quebradiço. É preciso prestar atenção nos sinais dados pelo nosso organismo que ajudam a detectar o que está faltando”, completa a especialista.

A Dra. Selma Cernea, dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), explica que as alterações das unhas também podem estar associadas à diabetes, doenças de pele, gravidez e manuseio de produtos químicos.

“Médicos, cozinheiros e empregados em geral que lavam as mãos com muita frequência e usam produtos químicos podem ter suas unhas frágeis e quebradiças, apresentando até mesmo irritação na pele”, aponta a dermatologista Dra. Adriana Vilarinho.

“Algumas ações como digitar no teclado com frequência pode causar quebra da unha. O ideal é deixá-las mais curtas”, explica a nutricionista Dra. Adriana Awada, do Hospital e Maternidade Brasil (SP). Segundo a dermatologista Dra. Luciana Macedo de Oliveira, diretora médica da Clinique des Arts (SP), ainda há o fato de as unhas tornarem-sequebradiças devido à falta de hidratação da lâmina ungueal, caso de pessoas que não removem o esmalte por alguns dias da semana.

Para garantir o fortalecimento das unhas, a Dra. Luciana recomenda a inclusão de nutrientes na alimentação, como carne vermelha e verduras de folhas escuras como oagrião, couve e brócolis. Também é importante deixar as unhas sem esmalte por um período, para que consigam obter uma hidratação ideal.

Segundo a especialista, existem no mercado cápsulas de reposição nutricionale fortalecedores de unhas que podem ajudar na resolução do quadro. "Caso o problema seja hormonal, deve ser feito um tratamento interno, em que o resultado será refletido na saúde das unhas. O ideal é fazer uma visita ao dermatologista caso as unhas estejam muito fracas.

 



 

 BOLHAS NOS PÉS

 

Existem várias razões para bolhas se formarem nos pés. A maioria se forma por atrito dos pés com o chão, sapatos ou meias. Com o atrito, a camada mais superficial da pele, a epiderme, se descola da segunda camada, a derme, ficando, uma coleção de líquido entre elas, que vem dos vasos sanguíneos da derme. Para prevenir estas bolhas por atrito, vaselina pode ser aplicada no local de atrito entre os sapatos e os pés. Existem produtos disponíveis comercialmente, na farmácia, á base de vaselina. Outra opção é proteger a área com esparadrapo.

Além disso, queimaduras por frio ou calor também podem causar bolhas, bem como micoses, que são infecções por fungos. As micoses podem ser diagnosticadas através da raspagem superficial da descamação da pele e análise deste material no microscópio, ou exame de cultura para fungos, feita em laboratório.

Outra doença que se apresenta com bolhas nos pés é a disidrose. É uma doença comum, que cursa com bolhas nas mãos e nos pés e muita coceira. Pode acompanhar uma micose, ou até mesmo ser uma reação a substâncias ou medicamentos usados local ou sistemicamente. Atinge especialmente a face lateral dos dedos, as palmas das mãos e as plantas dos pés. O prurido pode ser tão intenso que o ato de coçar rompe as bolhas que eliminam um fluído transparente. Ocorre em surtos que terminam com descamação da pele. Deve ser tratada com cremes ou comprimidos de corticosteroides, que na maioria dos casos, resolvem o problema.

Doenças mais raras, genéticas, como as epidermólises bolhosas, onde há um defeito na adesão entre as camadas da pele, podem cursar com bolhas.

Outras doenças autoimunes, em que o próprio sistema de defesa do organismo ataca a pele, como lúpus eritematoso, penfigóide bolhoso, epidermólise bolhosa adquirida, e outras, da mesma forma se manifestam com bolhas. Infecções bacterianas da pele como o impetigo bolhoso também. Portanto, é muito importante que o dermatologista examine o paciente para identificar a causa precisa da bolha em questão.

Algumas pessoas são mais propensas a apresentarem bolhas nos pés, pelo formato dos pés, por deformidades ortopédicas, como joanetes, por exemplo, que atritam mais com os sapatos, por doenças que a pessoa já tenha, ou até mesmo porque a pessoa tem facilidade em contrair micoses. 

Tratando as bolhas nos pés

 Se as bolhas ainda não estouraram, o ideal é não estourá-las, uma vez que o teto da bolha é o curativo ideal para seu assoalho cicatrizar bem, impedindo que haja infecção. É importante proteger a bolha com um curativo que não grude, que pode ser gaze coberta por vaselina liquida, por exemplo, ou curativos especiais chamados hidrocolóides, para manter a área longe de mais atrito e contaminação. 

Com o tempo, a pele cicatriza, a bolha vira uma casquinha e uma pele nova aparece no local. No entanto, quando a bolha é muito grande, torna-se dolorosa. Neste caso é melhor estourá-la com uma agulha estéril, para que o líquido saia e deixe de distender a pele, causando dor. Mas mesmo assim, o teto da bolha não deve ser retirado, pois ajudará a evitar que a área infeccione. Quando a bolha infecciona, ela fica cheia de pus, o médico deve ser procurado e, neste caso, o tratamento passa a ser baseado em antibióticos.

 

 



 

LÍQUEN PLANO

O que é ?

Líquen plano é uma doença inflamatória de causa desconhecida que atinge a pele, mucosas visíveis, unhas e cabelos. Acomete homens e mulheres da mesma forma, sendo pouco frequente em crianças. É doença benigna porém de longa duração e muito incômoda devidos aos sintomas.

O liquen plano pode adquirir formas diferentes de manifestação, com formação de lesões anulares, lineares, verrucosas (pés e tornozelos), bolhosas e atróficas (deprimidas). Quando as lesões atingem todo o tegumento, é chamado de liquen plano generalizado.

Pode acometer exclusivamente as unhas, formando estrias longitudinais, diminuição da espessura e a destruição progressiva das unhas, podendo chegar à perda irreversível das mesmas. É o líquen plano ungueal.

Tratamento

O tratamento vai variar de acordo com cada caso e visa controlar o processo inflamatório que causa as lesões e a coceira. Utilizam-se medicações locais e por via oral, que devem ser prescritas pelo dermatologista. A doença é rebelde ao tratamento e muitas vezes é necessário o uso de várias medicações para a obtenção de melhores resultados. O tratamento pode durar meses até a recuperação total das lesões.

 



 

ONICOATROFIA

O que é Onicoatrofia?

Da mesma forma que as outras partes do nosso corpo, as unhas também podem atrofiar. Infelizmente, assim que a atrofia se instalar, a condição torna-se permanente.

 Seja no resultado dos danos à matriz, o que afetaria apenas uma unha ou um problema mais grave de saúde que pode afetar e atrofiar todas as 20. Quando uma unha está atrofiada perde a sua aparência saudável, começa a diminuir de tamanho, e pode eventualmente definhar completamente. No entanto, ao contrário dos músculos, as unhas não podem recuperar a sua vitalidade e saúde. Uma vez atrofiada a unha, a condição conhecida como onicoatrofia torna-se irreversível.

Existem vários graus de onicoatrofia. Uma pessoa pode ter apenas uma unha parcialmente atrofiada mas que nunca vai piorar porque a condição que a causou foi identificada e tratada atempadamente. Por outro lado, às vezes a causa primária está em curso e o dano às unhas é tão grave que uma pessoa pode perdê-las todas. Apesar da condição afetar homens e mulheres, não está limitada a adultos. As crianças e os bebés podem nascer com, ou sofrer de, doenças que causam a atrofia das unhas.

Os médicos irão tratar a doença que causou a atrofia mas não existe nenhum tratamento disponível para melhorar a onicoatrofia. A razão disto reside no fato do problema não se encontrar nas unhas; a onicoatrofia é característica de um problema maior e não pode ser tratada de forma isolada.

Quando o trauma ou a infecção comprometeram definitivamente a matriz da unha, não há tratamento possível. A solução é a aplicação de unhas postiças (próteses ungueais), com finalidade estética.

 


 

ONICÓLISE

 

A onicólise é a separação do corpo da unha do leito ungueal, com cor esbranquiçada ou amarelada. As causas mais frequentes incluem os traumatismos, infecções fúngica, eczemas e doenças sistêmicas.

A onicólise doméstica ou esculpida pode ser causada por manicure excessivamente eficiente, a umidade frequente e os "solventes e, os traumas por unhas anormalmente grandes. A imersão em água e sabão, da mesma forma que a utilização de determinados cosméticos para unha, podem ser considerados trauma.

Ocorre o descolamento da lâmina ungueal do leito, a partir da borda livre, podendo ocasionar a queda da lâmina. E também, infecções secundárias por bactérias e fungos;

Esta patologia se desenvolve devido ao manuseio intensivo de sabões, detergentes e outras substâncias químicas, assim como o hábito de limpar as bordas livres das unhas com espátula e outros objetos, além de traumatismos;

O tratamento consiste em remover o agente causal primário e quando existentes, tratar as infecções secundárias.

 


 POLIDACTILIA
 
 O que é Polidactilia?

Polidactilia (do grego polys = "muitos" e daktilus = "dedos") é uma condição em que a pessoa tem mais do que cinco dedos nas mãos e/ou nos pés. A polidactilia varia bastante na apresentação, pode ter a presença de um ou mais dedos extras totalmente desenvolvidos, como pode apresentar apenas uma simples protrusão de pele. O caso mais extraordinário já documentado sobre o problema é de uma criança com 16 dedos nos pés e 15 dedos nas mãos.

Ter dedos extras pode ser um acontecimento isolado, sem nenhum outro sintoma ou doença presente. Americanos de origem africana, mais do que outros grupos étnicos, podem herdar o sexto dedo. Embora também possa haver uma causa genética, a maioria dos casos de polidactilia não acontece por herança familiar.

Causas

O problema ocorre quando o corpo segue um caminho diferente do usual enquanto está formando as mãos ou os pés durante o desenvolvimento fetal. Pesquisadores ainda estão pesquisando todos os possíveis genes envolvidos na formação de dedos extras. A característica pode ter um traço familiar ou ser um caso isolado, uma condição benigna, como ter um polegar rombudo.

A polidactilia é considerada uma anomalia não-sindrômica. No entanto, a característica pode acontecer como parte de uma síndrome – um grupo de características clínicas reconhecíveis que muitas vezes ocorrem em conjunto. Algumas síndromes que podem apresentar-se com polidactilia incluem a Síndrome Greig Cephalopolysyndactyly (GCPS) ou Síndrome de Bardet-Biedl (BBS).

Fatores de risco

A polidactilia pode acontecer devido a uma mutação genética causada por um alelo autossômico dominante. As chances de herança familiar são de 50%, quando um dos pais tem o problema, ou de 100% caso ambos os pais tenham. A polidactilia envolve apenas um gene que pode causar diversas variações.

Diagnóstico de Polidactilia

O diagnóstico da polidactilia pode ser feito durante a gravidez, por meio de uma ultrassonografia do feto. Depois do nascimento, o diagnóstico é feito por inspeção visual e uma radiografia ajuda a fazer a avaliação das estruturas internas do problema.

Tratamento de Polidactilia

A polidactilia não compromete a saúde do portador do problema, mas por se tratar de uma anomalia que chama muito a atenção, é aconselhável fazer a extração cirúrgica dos dedos extras o quanto antes possível.

A cirurgia de remoção dos dedos extranumerários é simples e normalmente não tem complicações pós-cirúrgicas. Se forem dedos rudimentares que não apresentam ossos, podem ser extraídos logo após o nascimento do bebê. A cirurgia mais delicada destina-se aos dedos maiores, completamente formados, e deve ser realizada por um especialista em cirurgia da mão, geralmente a partir dos três anos de idade.

Fontes de referência: Ciro Martinhago, geneticista diretor do departamento de genética médica do SalomãoZoppi Diagnósticos e diretor da Chromossome Medicina Genômica – (CRM SP 102030)

 

 




 SINDACTILIA

 O que é sindactilia?

Sindactilia é a fusão entre dois ou mais dedos das mãos ou dos pés, que pode ocorrer tanto em partes moles, de fácil solução cirúrgica, como pode ser uma fusão óssea (sinostose), mais complicada. As ligações normalmente vão até a primeira articulação do dedo, mas podem ocorrer em toda a sua extensão. Pode afetar uma ou ambas as mãos. Trata-se de uma ocorrência esporádica e extremamente rara, estimada em 1 a cada 160.000 nascimentos.

Quais são as causas da sindactilia?

Não existe uma causa específica da sindactilia. Ela é uma anormalidade embriológica que pode ser herdada de um dos pais (50% em sua descendência), com transmissão do tipo autossômico dominante ou ser uma mutação nova, espontânea. Desconhecem-se as causas que geram esta mutação. Uma causa que costuma ser citada é o uso inadequado de certas drogas, como a hidantoína, por exemplo, durante a gravidez. Em muitas pessoas a sindactilia está associada a outras doenças genéticas ou hereditárias. Não se sabe bem porque, mas a doença é mais comum em homens que em mulheres e na raça branca mais que os de qualquer outra.

Quais são os sinais e sintomas da sindactilia?

Na sua forma mais comum, a sindactilia é vista como a ligação entre o segundo e o terceiro dedos dos pés e pode ocorrer em conjunto com outros defeitos congênitos envolvendo o crânio, a face e os ossos. A sindactilia pode ser completa e afetar toda a longitude dos dedos ou incompleta e afetar apenas parte deles.

Como o médico diagnostica a sindactilia?

Normalmente a sindactilia pode ser descoberta durante o exame do bebê recém-nascido. O diagnóstico exato da condição e das suas características pode ser feito por meio dos seguintes exames: exame cromossômico, exames laboratoriais para verificar a presença de certas enzimas e radiografias. Como muitas crianças com sindactilia também sofrem do coração, é aconselhável sempre fazer-se um eletrocardiograma delas.

Como o médico trata a sindactilia?

Um cirurgião ortopédico pode realizar uma cirurgia para separar os dedos envolvidos. Pacientes com vários dedos afetados muitas vezes exigem mais de um procedimento cirúrgico. No caso das mãos, a cirurgia deve ser feita o quanto antes, pois a sindactilia pode causar transtornos ao crescimento de cada dedo, deformidades e perda de amplitude dos movimentos.

A sindactilia dos dedos dos bordos da mão (mindinho e polegar), em virtude do prejuízo funcional que acarreta, requer uma separação nos primeiros meses de vida, mas as demais podem esperar até os 12-18 meses de idade. Os dedos de comprimentos diferentes devem ser mais prontamente separados para permitir o crescimento natural normal e progressivo do maior deles e evitar que possa ser deformado ou danificado em seu crescimento.

Como prevenir a sindactilia?

Não há uma prevenção conhecida para a sindactilia.

Quais são as complicações possíveis da sindactilia?

Em algumas ocasiões raras a cirurgia pode levar a problemas funcionais ou estéticos. 

 



 

MELANONÍQUIA NA UNHA

   

Melanoníquia refere-se a uma condição caracterizada por descoloração da unha. Tipicamente aparece como uma descoloração preto-amarronzada do leito ungueal e pode ser causada por algo tão inofensivo como um trauma na unha, que causa hemorragia. Essa descoloração dura até a unha crescer, portanto, pode ser bastante persistente. Mas pode também ser um sinal de câncer, assim, é essencial estar atento aos sintomas e riscos e, se necessário, consultar um médico.

Identificação

Geralmente a melanoníquia é um problema estético inofensivo, causado por trauma aos tecidos ou à pele embaixo do leito ungueal. Embora seja preocupante para alguns, pela descoloração persistente por um longo tempo, a razão para isso é simplesmente que a melanoníquia só desaparece com o crescimento da unha. No entanto, pode ser um sintoma de melanoma, e nesse caso a doença aparece tipicamente em múltiplos dedos/leitos ungueais e/ou é mais persistente que a benigna.

Função

Quando a maior parte de seu corpo sofre um impacto, as enzimas metabólicas criam um hematoma amarelo-esverdeado. Porém, os leitos ungueais não possuem essas enzimas. Quando ocorre sangramento ou hematoma, sua aparência é preto-amarronzada, pois o sangue permanece sob o leito ungueal. Tipicamente, ele cresce com a unha. No entanto, se sua causa for um melanoma, que é uma forma de câncer, em geral a doença é persistente e não é causada por hematoma ou trauma, mas pelo próprio melanoma.

Melanoníquia longitudinal

  

A melanoníquia longitudinal é um tipo específico da doença que se estende desde a cutícula (ou até mesmo da lúnula distal) até o leito ungueal nas pontas de seus dedos. Aparece tipicamente sem trauma ao dedo, mas como sintoma de melanoma. Se esta melanoníquia aparecer, você deve consultar o seu médico para obter um diagnóstico a fim de descartar uma condição cancerosa.

Sintomas de melanoma

Existem certos padrões-chave determinando o melanoma como diagnóstico mais provável e agente etiológico da melanoníquia. Os médicos consideram o número de dedos afetados, uma vez que a doença em múltiplos dedos sugere o melanoma como causa.

A largura da descoloração também é importante. Se for maior no início da placa ungueal, perto da cutícula, e depois na extremidade próxima às pontas dos dedos, isto sugere uma lesão em evolução, podendo ser um indicativo de melanoma.

A cor específica é importante, pois os melanomas têm tipicamente muitos padrões diferentes de cores, incluindo estrias irregulares no pigmento, enquanto a cor da melanoníquia benigna é preta ou marrom mais sólida.

Além disso, uma banda de descoloração muito escura e larga pode sugerir a presença de melanoma. Descoloração na cutícula e dobras na unha também podem ser sintomas desse tipo de câncer.

Diagnóstico

Novos conhecimentos e algoritmos médicos têm ajudado a guiar os médicos na determinação de fazer ou não uma biópsia da melanoníquia para verificar e detectar melanomas. Tipicamente, os médicos começam com o histórico clínico e exame físico.

Eles examinarão a descoloração para identificar a lesão a fim de fazer a biópsia. Se ela estiver em crescimento ou um diagnóstico claro não for possível, será necessária a biópsia. Esta verificará a presença ou não de células cancerosas para descartar o melanoma.

 



 

 DOENÇA DE SEVER

A "Doença de Sever" é a dor de calcanhar nas crianças, causada por uma lesão da cartilagem.

O osso do calcanhar (calcâneo) desenvolve-se em duas partes. Até que o osso endureça completamente, entre os 8 e os 16 anos, ambas as partes estão unidas por uma cartilagem que é mais mole que o osso. Em certas ocasiões, a atividade enérgica ou o esforço excessivo podem romper a cartilagem causando dor, quase sempre ao longo dos bordos do calcanhar.

O diagnóstico da doença de Sever estabelece-se quando uma criança que participou numa atividade atlética sente dor ao longo dos bordos do calcanhar. Por vezes, o calcanhar está ligeiramente inchado e levemente quente ao tato. As radiografias não são úteis para o diagnóstico, já que não podem detectar a lesão da cartilagem, exceto para excluir uma fratura óssea como causa da dor.

A cartilagem rasgada cura-se finalmente, com frequência ao fim de vários meses. As almofadas para o calcanhar colocadas no calçado podem ser úteis, já que reduzem a pressão sobre o osso do calcanhar. Por vezes, também pode ser útil engessar o pé.

 



 

 PÉ PLANO (PÉ CHATO)

Quando os pais devem se preocupar

 

O PÉ PLANO (pé chato) é um dos motivos que mais levam pais a consultórios ortopédicos. A prática do uso de palmilhas e botinhas incutiu na sociedade uma preocupação extrema com a conformação do pé da criança.

É importante esclarecer, no entanto, que quando a criança nasce ainda não possui o arco plantar (aquela curvinha existente no pé), pois nessa região normalmente existe gordura, o que deixa o pezinho totalmente plano. A partir dos dois anos inicia-se a formação do arco, espontaneamente, pelo próprio crescimento da criança. Este desenvolvimento pode ocorrer até os seis anos ou mais.

O desenvolvimento dos membros inferiores da criança só deve ser motivo de preocupação para os pais em casos de dor constante ou deformidades aparentes ou progressivas. Se for observada perda da curvatura dos pés, principalmente por volta dos 8 ou 9 anos de idade, a criança deve ser avaliada por um especialista em ortopedia pediátrica.

Hoje, ao invés das botinhas e palmilhas, o que os ortopedistas recomendam é a observação periódica por um especialista para detectar alterações da evolução normal e os casos patológicos.

Dicas para o desenvolvimento saudável

Andar descalço, normalmente ou na ponta dos pés, pular, caminhar na areia, na grama e no chão de terra batida ajudam a formar o arco do pé no bebê. Alguns ortopedistas aconselham o uso de palmilhas, natação e outros exercícios físicos, principalmente quando há queixa de dor.

Deformidades que exigem atenção

São exemplos de deformidades, que necessitam de atenção especializada, o pé calcâneo valgo (quando, ao nascimento, o pé toca a frente da perna) e o pé talo vertical (pé em mata borrão) ou quando há limitação do movimento do pé. Alterações progressivas também devem ser avaliadas.

Botas e palmilhas são recomendadas?

Antigamente, era comum ver crianças utilizando botas e palmilhas especiais. Muitos familiares se baseiam no fato que eles usaram e a forma do pé “melhorou”. No entanto, nenhum estudo demonstrou qualquer efeito desses acessórios no desenvolvimento do pé. O “efeito” que era atribuído a elas na verdade era secundário à passagem dos anos. Há indícios, inclusive, que botas rígidas causem problemas devido à atrofia muscular resultantes, além do risco de trauma psicológico que a criança está exposta ao usar botas. Em certas ocasiões, palmilhas podem ser úteis para diminuir o desgaste do calçado e proporcionar maior conforto.

Exercícios ajudam no desenvolvimento do pé?

Atividades físicas são importantes para as crianças, mas não há indícios que modificam a evolução dos pés.

Qual o tipo de calçado recomendado para as crianças?

O calçado deve ser visto como uma proteção. Em crianças de baixa idade o calçado deve ser flexível e com solo que não escorregue facilmente. Nas crianças maiores deve ser considerada a atividade da criança e a durabilidade desejada do calçado. Andar descalço ou com meias, desde que num solo seguro, deve ser estimulado.

Pé plano causa dor nas costas ou outro problema nas juntas nos adultos? Precisa de cirurgia?

Não há nenhuma relação comprovada entre dor nas costas, problemas no joelho e outras articulações e pé plano.

Somente se considera a possibilidade de cirurgia para correção de pé chato quando a criança apresenta dor intensa e existe, de fato, uma deformidade. Mas a intervenção cirúrgica deve ser evitada antes dos sete anos e, assim mesmo, depois de se tentar os tratamentos indicados para os casos mais simples. Convém uma investigação para apurar as reais causas dos sintomas.

Observação importante

Este texto refere-se basicamente ao pé plano flexível, que é a forma mais comum de pé plano. Algumas vezes o pé chato pode ser a manifestação de alguma doença ou patologia, por isso é importante a avaliação do pediatra da criança e eventualmente de um ortopedista para certificar a natureza do problema.

 



 

PÉ CAVO

Pé cavo é uma designação usada na área da saúde (ortopedia, podologia e fisioterapia) para designar a deformidade do pé onde há um aumento da curvatura do arco interno do pé (arco longitudinal medial).

 Descrição

 O Pé cavo é oposto de pé chato, ou seja, quando ocorre um abatimento da arcada plantar dos pés. Ocorre com muito menor freqüência que este.

 A sua causa pode ser neurológica, ortopédica ou neuromuscular.

 Ao contrário da maioria dos casos de pés chatos, os pés cavos podem ser dolorosos, manifestando-se a nível anterior devido à compressão dos metatarsos (metatarsalgia), a nível posterior devido à pressão execida no calcâneo (talalgia) e a nível do mediopé na fáscia plantar (fasceite plantar que pode originar esporão de calcâneo).

 Pessoas com pés cavos têm dificuldades para encontrar sapatos que lhes sirvam, e ainda podem requerer o uso de palmilhas para uma melhor sustentação.

 Tratamento

 O tratamento cirúrgico é indicado apenas nos casos mais graves, onde a dor é muito grande, pois as operações disponíveis são bastante difíceis.

 O uso de palmilhas indicadas por profissionais habilitados, após um estudo biomecânico completo, é o tratamento conservador mais comum no combate à dor e no restabelecimento da qualidade de vida do paciente com Pé Cavo. As palmilhas podem ser feitas através do molde plantar ou não.

 

 



 

HANSENÍASE (LEPRA)

Hansenianos precisam tomar cuidado com os pés !

A hanseníase (lepra) é uma doença que atinge os nervos e as pele, sobretudo da face e das extremidades do corpo como braços, mãos, pernas e pés.

"Os pés dos hansenianos merecem cuidados especiais, assim como os diabéticos".

As consequências mais comuns são a perda de sensibilidade e o surgimento de manchas acrômicas (esbranquiçadas). "A grande preocupação em se tratando de pé não são as manchas, mas sim, evitar ferimentos enquanto se está cuidando das unhas".  " Por isso é recomendado  uma  visita regular ao podólogo".

 O surgimento de calos e bolhas também é fato comum nos pés hansenianos. Isto acontece porque, por conta dos problemas nos nervos e da flacidez da pele, o paciente apresenta deformidades ortopédicas e pisa de maneira irregular.

 No entanto, o que mais preocupa – apesar de não ser comum – é uma patologia chamada Mal Perfurante Plantar. Trata-se do surgimento de feridas de difícil cicatrização.

Dicas aos portadores de hanseníase:

 - Faça repouso sempre que possível a fim de não piorar eventuais lesões, calos ou bolhas;

- Use sapatos especiais, preferencialmente de couro, sem costuras e com a sola numa espessura que evite ferimentos;

- Lave os pés com sabonete neutro;

- Seque bem os pés, sobretudo entre os dedos;

- Use meias de algodão;

- Evite cortar unhas, remover calos e tratar de lesões em casa.

 



 

ERISIPELA
 
  

O que é erisipela?

 Erisipela, também conhecida como linfangite estreptocócica, é uma infecção bacteriana da pele que se dissemina pelos vasos linfáticos, atingindo o tecido subcutâneo e gorduroso.

Quais são as causas da erisipela?

 A erisipela geralmente é causada por bactérias do tipo Streptococcus pyogenes ou Haemophilus influenzae e, mais raramente, por Streptococcus aureus, os quais penetram no corpo por meio de pequenos ferimentos, como picadas de insetos, frieiras, lesões de unhas, etc. ou outras soluções de continuidade maiores na pele (úlceras, lacerações, etc.). A erisipela não é transmitida diretamente de pessoa a pessoa.

Quais são os principais sinais e sintomas da erisipela?

 A erisipela usualmente causa eritema, edema, dor, febre, calafrios, anorexia, leucocitose, linfangite e linfadenite satélite. Se os sintomas da erisipela evoluírem podem ocasionar trombose. Ela aparece mais nos membros inferiores, mas pode localizar-se também na face e estar associada à dermatite seborreica.

Como o médico diagnostica a erisipela?

 O diagnóstico da erisipela é essencialmente clínico, mas, se necessário, pode-se fazer cultura do material retirado da pele e biópsia de pele, mas muitas vezes esses exames nem chegam a ser necessários. Ao exame físico pode-se ver claramente a linha de demarcação entre a área sadia e a área afetada.

Como o médico trata a erisipela?

 O tratamento dos casos mais simples e iniciais de erisipela pode ser feito com antibióticos orais. Em casos mais intensos, a penicilina pode ser administrada por via intramuscular. Em alguns casos, o uso dos antibióticos deve ser repetido periodicamente, para evitar as erisipelas de repetição. O repouso é essencial, principalmente quando se trata de lesões nos membros inferiores. Deve-se também elevar o membro afetado.

Como evolui a erisipela?

 A erisipela é mais frequente nas pessoas com excesso de peso, diabetes descompensado, insuficiência venosa, inchaço nas pernas, imunossuprimidas, com doenças debilitantes como problemas cardíacos ou renais. Surtos recidivantes de erisipela podem causar linfedema (elefantíase).

Como prevenir a erisipela?

a) Quando lavar os pés, enxugue bem entre os dedos, evitando as frieiras que são portas de entrada para as bactérias.

b) Proteja com curativos quaisquer ferimentos, especialmente nos membros inferiores.

c) Tente manter seu peso corporal dentro dos limites ideais.

d) Para as pessoas que apresentam edema nas pernas, as meias elásticas podem representar uma grande ajuda.

 



 

SINDROME DE RAYNAUD

  

 

Doença de Raynaud (Reinô) é uma condição que afeta o fluxo sanguíneo nas extremidades do corpo humano — mãos e pés, assim como os dedos, nariz, lóbulos das orelhas — quando submetidos a uma mudança de temperatura inferior ou estresse. Foi nomeada por Maurice Raynaud (1843-1881), médico francês que descreveu tal enfermidade pela primeira vez em 1862.

Sintomas

Quando paciente da doença de Raynaud expõe as extremidades do corpo a baixas temperaturas, o suprimento de oxigênio se reduz, e torna a coloração da pele branca, empalidecida, além de fria e às vezes dormente. Quando o oxigênio é totalmente consumido pelas células esgota-se, então a pele adquire coloração azulada ou roxa (chamada cianose). Esses eventos são episódicos — cuja duração varia de pessoa a pessoa, de acordo com a gravidade da doença. Findo o episódio, a área é aquecida, o fluxo de sangue retorna por vasodilatação e a cor rubor da pele normaliza, o que, às vezes, provoca formigamento e inchaço.

Na variação mais comum da doença de Raynaud são três as alterações de cor presentes (branco ou empalidecido; azul, roxo ou cianose; e avermelhado ou rubor), apesar de alguns pacientes não apresentarem todas as fases dessas mudanças.

É importante distinguir a doença de Raynaud do fenômeno de Raynaud.

 A doença de Raynaud (ou Raynaud primário) é diagnosticada quando os sintomas ocorrem isolados, não associados a outras doenças. Frequente em garotas de 13 a 19 anos de idade e mulheres jovens adultas, essa forma de Raynaud é hereditária.

O fenômeno de Raynaud (ou Raynaud secundário) ocorre subsequentemente a um grande grupo de doenças, principalmente aquelas ligadas a desordens do tecido humano, como artrite, esclerodermia dentre outras. No entanto, tal forma de Raynaud pode progredir para necrose e gangrena dos dedos.

A diferenciação das duas formas de Raynaud é feita pela observação de alguns sinais, como artrites ou vasculites e exige testes de laboratório.

Segundo o cirurgião vascular do Hospital das Clínicas de São Paulo, Celso Ricardo Bregalda Neves, a síndrome de Raynaud atinge até 3% da população mundial. Deste total, 80% são mulheres. Relata que a maioria dos casos ocorre na faixa etária entre 15 e 25 anos, para a doença, e acima dos 35 anos para o fenômeno.1

Prevenção

Os conselhos aos pacientes com a doença de Raynaud são: manter a área afetada aquecida (com luvas e meias); evitar tocar objetos frios e estar em ambientes com baixa temperatura; se possível, não vivenciar situações estressantes; não ingerir substâncias que causem a vasoconstrição, como a nicotina (do cigarro) ou a cafeína (do café, chá etc.); e também fármacos que provoquem a vasoconstrição, como descongestionantes nasais .

Tratamento

A gravidade da doença varia de média a séria. Em pessoas com casos intermediários, pode ser simplesmente um episódio momentâneo em virtude de alguma situação inusitada, estressante. Casos mais graves podem requerer intervenção médica a fim de evitar risco de gangrena e possível amputação.

O tratamento da doença de Raynaud pode incluir receita médica para drogas de efeito vasodilatador, como bloqueadores do canal de cálcio (nifedipina). Casos medianos podem ser ministrados por técnicas de biofeedback ou para controlar funções involuntárias do corpo, tal como a temperatura da pele; outro método alternativo consiste em ministrar niacina pois causa a dilatação dos vasos sanguíneos, aumentando o fluxo de sangue na pele. Em casos graves, o procedimento de simpatectomia pode ser realizado: tal método consiste em cortar cirurgicamente os nervos que levam o sinal para os vasos sanguíneos dos dedos.